Produtos
A Empresa


No ano de 2004 nasce a Quinta Santa Maria, instalando-se na região serrana de Santa Catarina, município de São Joaquim.

Dispostos em patamares, posicionados ao nordeste e ladeados pelo Rio Lavatudo, começam a brotar os primeiros vinhedos.

Atualmente a Quinta dispõe de uma área de 20 hectares com uvas vitiviníferas tais como: Cabernet Sauvignon, Merlot, Sauvignon Blanc, Chardonnay, Pinot, Touriga Nacional e Aragonês, pretende até 2008 atingir uma área plantada de 40 hectares.

O objetivo é apresentar ao mercado vinhos tintos finos, roses e brancos, dando destaque ao PORTENTO - vinho fortificado de sabor intenso e UTOPIA, com um lote especial de 2000 garrafas numeradas.




Um rio imita o Douro


 

      O sol começava a se projetar nos lados do rio acima. Nazário esperou o rabelo ancorar num pequeno porto da margem direita do Douro, aprumou o chapéu para proteger os olhos, levantou a vista para a admirável encosta terraceada e ficou extasiado diante da imensa escadaria formada pelos degraus dos vinhedos. Relembrou as aulas de viticultura, que registravam as maravilhas de um solo profundo, acolhedor das raízes esgueirantes, a mais de seis metros, na busca dos nutrientes nobres que sempre deram especificidade e tipicidade aos vinhos Douro.
      Como viticultor, viveu atracado nas encostas acentuadas do rio Douro, calibrando cada momento importante de agir na elaboração de vinho fortificado. Paralelamente, interessou-se também pela pêra-rocha, fruta esta tão portuguesa quanto o fado. Irrequieto, decidiu partir para o hemisfério sul em busca de terroirs adequados para que a pêra-rocha pudesse igualmente frutificar no semestre vago.
       Andou pela Argentina e pelo Chile, mas foi no Brasil que encontrou as terras ideais, nas altitudes das serras catarinenses. Corajosamente, plantou suas pereiras nas encostas do rio Lavatudo, entre 1100 e 1400m de altitude, e conheceu amplo sucesso.
       Num dia ensolarado, depois de refrescar o rosto com as águas do Lavatudo, sentou-se numa pedra e ficou a mirar aquela ribanceira que subia em direção ao céu azul. Não sabe porque, mas, de repente, começou a ter uma visão fantástica, uma verdadeira miragem: toda a encosta que margeia o rio estava se transformando em terraços, tais e quais os do rio Douro.
       A partir desse dia, o projeto tomou corpo e teve a adesão de empresários paulistas, transformando-se seu anseio em plantas, recursos, prazos e responsabilidades.
      Foram nivelados terraços e, de cada terraço, grossa camada de terra foi removida. Aquela base inferior, desnuda, foi tratada, para ser receptiva ás raízes das videiras. Em seguida, o solo retirado foi preparado da mesma forma cuidadosa e devolvido a seu patamar original, resultando o processo todo numa camada bem profunda de terra fértil, idealmente preparada para alimentar o sistema de raízes, somada  a uma camada de solo especial.
       As vantagens do clima de altitude somadas às de um solo extremamente favorável garantiram as primeiras safras com a qualidade especial de um ciclo completo de maturação das bagas e, consequentemente, com a obtenção de vinhos de reais predicados.
      Dos sonhos de um vinhateiro aplicado, exigente e perfeccionista, materializou-se a vinícola batizada de Quinta Santa Maria, que parte de especialíssimas uvas, com as quais estão sendo elaborados vinhos de personalidade marcante: o fortificado Portento, o varietal Merlot e o sofisticado Utopia.
      O tempo será responsável por demonstrar que o modelo do Douro, imitado com modificações vantajosas, será a origem de vinhos de crescente complexidade.

Sérgio Inglez de Souza - Escritor e Consultor
sergio@jornalvinhoecia.com.br

Área Administrativa
TWC Tecnologia em Internet