A Quinta Santa Maria está lançando seis novos rótulos de
vinhos no mercado brasileiro. Eles vêm se somar aos dois vinhos de estréia da
vinícola, o Portento 2005 e o Utopia 2006, e ao Portento
Branco, apresentado ao público na Expovinis 2009. Os lançamentos revelam os
resultados dos cinco primeiros anos de trabalho da Quinta Santa Maria, que
nasceu determinada a atingir um único objetivo: produzir vinhos de alta
qualidade numa nova e promissora região vitivinícola, a serra catarinense.
Vinhos intensos, estruturados, elaborados com castas portuguesas e francesas.
Os lançamentos contemplam vinhos para o dia-a-dia e vinhos
estruturados, que podem ser guardados ainda por anos. No total, a empresa está produzindo
nove rótulos, dois brancos e sete tintos. São três varietais e seis vinhos
elaborados a partir de cortes. Os cortes contemplam a mescla de uvas elaboradas
a partir de uvas francesas e portuguesas, em proporções diferentes.
Os brancos são o QSM Chardonnay, intenso, ao
estilo dos Chardonnays europeus. E um branco fortificado, o Portento Branco,
elaborado com a uva Moscato Bianco, perfeito para acompanhar doces e
sobremesas.
Os tintos contemplam seis rótulos: o fortificado Portento
2005, vinho de estréia da Quinta Santa Maria; o Utopia 2008, segunda
safra do tinto super premium da Quinta Santa Maria; o Utopia Lote Um,
o tinto premium da vinícola; o Utopia Assemblage e o QSM
Blend, variações de cortes elaborados a partir das castas Cabernet
Sauvignon, Merlot, Touriga Nacional e Tinta Roriz. Há também dois varietais. Um
deles, o Utopia Noir, elaborado exclusivamente com a casta Pinot Noir,
que está sendo lançado agora. E o outro é o Utopia Purpurata 2009,
produzido 100% com Touriga Nacional, a grande casta do Douro, no norte de
Portugal. Esse vinho está sendo levado para a barrica e chegará ao mercado
provavelmente em meados de 2010.
Aliás, o Douro é a grande inspiração da Quinta Santa Maria.
A empresa, fundada em 2004, plantou seus vinhedos em patamares, nas encostas do
rio Lava Tudo, distrito do Pericó, em São Joaquim. Foram 12 mil horas de trabalho de homens e máquinas e mais de 7 mil horas de esteira, que construíram uma
verdadeira “escadaria” para os vinhedos, plantados em altitudes que variam dos
1.180 ao 1.300 metros de altitude com relação ao nível do mar. Castas
portuguesas como a Tinta Roriz e a Touriga Nacional frutificam nessa encosta,
ao lado de uvas francesas como a Cabernet Sauvignon, Merlot, Pinot Noir,
Shiraz, Sauvignon Blanc e Chardonnay.
A cantina da Quinta Santa Maria entrou em operação este ano.
Com tecnologia moderna, muitos cuidados e higiene, ali são elaborados todos os
vinhos da empresa. O comando dos trabalhos fica por conta do português Nazário Santos, um dos sócios da vinícola. Quem responde pelo comando da
vinificação é o enólogo Jean Pierre Rosier, doutor em enologia pela
Universidade de Bordeaux.
Com os novos vinhos, a Quinta Santa Maria espera contribuir
para levar um pouco mais de prestígio à nova região vitivinícola brasileira, a
serra de Santa Catarina.
João Lombardo Novembro 2009
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